Os relógios fazem parte do nosso dia a dia há décadas, mas continuam cheios de detalhes e curiosidades que passam despercebidos à maioria das pessoas.
Por trás de um simples mostrador existem mecanismos complexos, pequenas peças de precisão e muita engenharia. Hoje partilhamos algumas curiosidades do mundo da relojoaria que talvez nunca tenha ouvido falar.
Sim, existem relógios que não precisam de pilha para funcionar.
Nos relógios automáticos, o movimento natural do pulso faz girar um componente interno chamado rotor. Esse movimento gera energia e dá corda ao mecanismo automaticamente.
Quanto mais o relógio é utilizado, mais energia acumula.
Por isso, quando um relógio automático fica parado durante vários dias, pode deixar de funcionar até voltar a ser usado.
Alguns relógios automáticos conseguem armazenar energia suficiente para funcionar entre 40 a 80 horas sem serem usados.
À primeira vista parece simples: ponteiros, mostrador e caixa.
Mas no interior de muitos relógios mecânicos existem dezenas — ou até centenas — de componentes minúsculos a trabalhar em conjunto:
• engrenagens
• molas
• eixos
• parafusos
• rodas dentadas
• alavancas
Tudo precisa de funcionar com enorme precisão para garantir que o relógio marca as horas corretamente.
Nos modelos mais sofisticados, o número de peças pode ultrapassar as 300.
Existe uma ideia comum de que os relógios mecânicos são mais precisos. Mas, tecnicamente, os relógios de quartzo costumam ter maior precisão diária.
Isto acontece porque utilizam um cristal de quartzo que vibra milhares de vezes por segundo através de energia elétrica da pilha.
Resultado:
• menor margem de erro
• maior estabilidade
• menos necessidade de ajuste
Já os relógios mecânicos destacam-se mais pela tradição, engenharia e experiência de utilização.
• Relógio de quartzo: desvio de poucos segundos por mês
• Relógio mecânico: desvio de alguns segundos por dia
Não são rubis decorativos — têm uma função técnica.
Os chamados “rubis” dos relógios são pequenas peças sintéticas extremamente resistentes, utilizadas para reduzir o atrito entre componentes do movimento.
Isto ajuda a:
• diminuir o desgaste
• melhorar a precisão
• aumentar a durabilidade do mecanismo
É comum ver nos mostradores inscrições como: “21 jewels” ou “25 rubis”.
Quanto maior a complexidade do movimento, maior tende a ser o número de rubis utilizados.
Telemóveis, colunas, ímanes, tablets ou até alguns fechos magnéticos podem interferir com os relógios.
Quando um relógio fica magnetizado, pode começar a:
• adiantar
• atrasar
• perder precisão
Hoje existem modelos com maior resistência magnética, mas continua a ser aconselhável evitar contacto frequente com fontes magnéticas intensas.
Quanto mais conhecemos o mundo dos relógios, mais percebemos que existem pequenos detalhes invisíveis à primeira vista, mas essenciais para o funcionamento, precisão e história de cada peça.
E talvez seja exatamente isso que torna a relojoaria tão fascinante.